Ian Curtis não precisou viver muito para ser uma lenda do rock. E essa curta trajetória, só 23 anos, está registrada no filme Control, do holandês Anton Corbijn. Sem dúvida um dos pontos altos do filme são as cenas de show. Corbijn carregou tão bem no realismo que faz o espectador ter a impressão de assistir uma apresentação do Joy Division. Aqui você vê o filme na íntegra, sem legendas.
No Cassino do Chacrinha, Abelardo Barbosa revelou inúmeras figuras, entre jurados, calouros e músicos. No entanto, mesmo após 20 anos do fim do programa, as mais lembradas continuam sendo as Chacretes, principalmente pela ala masculina. Para descobrir um pouco da vida dessas mulheres que um dia povoaram o imaginário brasileiro, e hoje já passaram dos 50, o Canal Brasil exibe As Chacretes, série com 13 episódios dirigida por Nelson Hoineff, que aborda as histórias de algumas das mais de 500 assistentes de palco do velho guerreiro. O primeiro capítulo mostra a vida de Gloria Maria Aguiar da Silva, a Índia Potira, considerada a chacrete mais cobiçada dos anos 70. O episódio aborda sua trajetória, do auge à decadência pessoal. Outros são mais engraçados, como o da divertida Lucinha Apache.
Pedro "Miau" com a boca cheia de espuma na capa da Rolling Stone é o último grito narcisista da temporada. É incrível como o sujeito adora um holofote. Dentro da revista Pedro está fanfarrão que só ele, distribuindo frases de efeito como esta: “Esse papo de credibilidade… quem quer isso é pastor, padre. Não vou fundar igreja, não quero que acreditem em mim. Os jornalistas em geral se levam muito a sério”. Tá bom. Dá pra ver que ele quer destruir em caquinhos o que sobra da imagem de jornalista respeitado, mas ainda assim, o apresentador do Big Brother vai ter que se empenhar um pouquinho mais para superar sua maior cagada:
Telephone é a mais recente extravagância de Lady Gaga. O clipe é na verdade um curta-metragem com mais de 9 minutos de duração, onde ela apronta o diabo dentro de uma prisão feminina. Mais uma vez ela aposta todas as fichas na estética Trash, como na cena em que aparece com óculos feito de cigarros acesos. O pitéu Beyoncé faz uma participação como fanchona da Gaga, retribuindo a participação em seu clipe Video Phone. Uma curiosidade é que o carro amarelo que aparece no clipe foi usado por Uma Thurman em Kill Bill e pertence a Quentin Tarantino.
O dia 13 de novembro de 2009 parecia mais uma dia normal no Mercado Central de Valencia. Até que alguns feirantes e frequentadores, na verdade cantores de ópera disfarçados, começaram a cantar La Traviata, de Verdi. As reações são ótimas.
A revista Piauí desse mês vem com uma matéria surreal contando que, nas Filipinas, desafinar cantando My Way é uma sentença de morte.
"O caso mais recente foi o de Romy Baligula, de 29 anos, que soltava a voz no bar Jullives ktv de San Mateo, uma cidade de 185 mil habitantes na província de Rizal. A apresentação se aproximava, num crescendo ribombante, da parte apoteótica (I ate it up and spit it out/ I faced it all and I stood tall/ And did it my way!), quando um jovem robusto, agente de segurança da casa, acusou o pintassilgo de fim de semana de desafinar. Baligula prosseguiu, intrépido. O homem, inconformado, sacou da pistola calibre .38 que trazia à cintura e fez uma crítica radical: mandou bala no peito do desafinado."
Quem deu primeiro foi o The New York Times, num caso típico de morte estúpida que gera uma pauta genial.
Quarta foi ao ar mais um capítulo da série A História Sexual da MPB. O tema da vez foi o aparecimento da sensualidade na música popular, que ficou mais evidente na virada dos 1960 para os 1970, com letras mais ousadas que refletiam o período da contracultura e a revolução sexual. Uma das revelações mais interessantes do programa foi de Roberto Menescal, contando que Elis Regina gravou a contragosto Dois pra Lá Dois pra Cá, uma das mais belas letras da música universal e que mais tarde se tornaria um clássico no repertório da cantora. O resto é história.
"Essa deve ser inédita. James Hetfield está sentado no lounge do hotel em que a banda está hospedada em Paris, o super-chique Saint James Club, e está usando uma gravata. Mas existem algumas circunstâncias adversas envolvidas na ocasião. O loiro e leonino guitarrista e vocalista surgiu de seu quarto com seu uniforme costumeiro - camiseta preta, jeans preto e botas pretas - empolgado para pedir a primeira cerveja da tarde, quando o maitre o informou com polidez fria: as regras do local exigem que os cavalheiros usem gravata."
Assim começa a matéria de David Fricke, publicada na Rolling Stone no início dos 1990. Fricke era editor da revista e fez um ensaio brilhante sobre a banda, que na época estava assustada com a fama mundial após o "black album". Grande leitura!
terça-feira, 2 de março de 2010
Achei esse vídeo sensacional! Um programa americano gravou o carnaval carioca de 1955. O melhor é que foi filmado em cores. Ótimo registro de como era a folia na Av. Rio Branco e no baile do Municipal.
Para comemorar o aniversário do Rio de Janeiro, resolvi tirar da gaveta a linda canção Bom Tempo, do Chico Buarque. Apesar de não citar na letra a cidade, a música tem um jeitão ensolarado que é típico do carioca. Essa versão raríssima, de 1973 do programa Ensaio, tem uma levada bem diferente da gravação original, com uma ginga irresistível, meio maxixe, meio sambão rasgado. Fazendo o acompanhamento, MPB-4, na medida certa.
"Satisfeito, a alegria batendo no peito O radinho contando direito A vitória do meu tricolor..."